terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Poemas e Poesias

Lama
Val Albino

Meus olhos estão turvos por essa água que corre por meu rosto
Nada semeiam quando caem em meu peito
Então porque caem?
A única coisa que fazem
É alimentar uma dor,
Uma ferrugem que persiste em corroer minha alma.
Alma essa que já se cegou
Por derramar essas mesmas lágrimas.
Meu fim será esse?
Cegar por você?
E em seguida me corroer as poucos?
Não serei fraco
Se eu cair eu voltarei
Sujo, mas renovado
Pois a lama do fundo do poço
Ao contrário de só me sujar
Me purificará

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