
Será que não sei dar amor
Val Albino
Minha angustia me aperta
Me sufoca, me espreme.
O medo me assusta
a cada pensamento.
A solidão me assombra
a cada devaneio.
Tento chorar
Mais as lágrimas não minam de meus olhos.
E se elas caíssem no chão,
não deixariam crescer nem mesmo
a das piores ervas daninhas.
Tento gritar
Mas o grito não sai.
Pesadelos de uma vida
assombrada por tudo e por todos
não me permitem isso.
A sensação de um coração prestes explodir
toma todo meu peito.
Nada acontece,
a não ser essa dor fulminante
que me corroem por dentro.
Meu sangue para,
à cada palavra que sai da minha boca.
Minha alma parece que nunca existiu,
seco e vazio eu sempre estive.
Nada é tão real para mim que as minhas
próprias ilusões.
As verdades sempre me soaram
como mentiras.
E a vida sempre esteve
perdida na escuridão.
Será que não sei amar?
Será que as cinzas de meu peito
nunca foram vermelhas uma só vez?
Será que na minha cabeça
memórias de um mundo feliz não estejam perdidas?
E que nas veias ressequidas um sangue
ainda fluiu?
Será que algum dia eu gritei?
Chorei lágrimas que foram capazes
de brotar a mais lida flor?
De poder sonhar sem sentir nenhum
receio do amanhã?
De poder ver um mundo de cores
diferente desta que me cerca aqui?
Val Albino
Minha angustia me aperta
Me sufoca, me espreme.
O medo me assusta
a cada pensamento.
A solidão me assombra
a cada devaneio.
Tento chorar
Mais as lágrimas não minam de meus olhos.
E se elas caíssem no chão,
não deixariam crescer nem mesmo
a das piores ervas daninhas.
Tento gritar
Mas o grito não sai.
Pesadelos de uma vida
assombrada por tudo e por todos
não me permitem isso.
A sensação de um coração prestes explodir
toma todo meu peito.
Nada acontece,
a não ser essa dor fulminante
que me corroem por dentro.
Meu sangue para,
à cada palavra que sai da minha boca.
Minha alma parece que nunca existiu,
seco e vazio eu sempre estive.
Nada é tão real para mim que as minhas
próprias ilusões.
As verdades sempre me soaram
como mentiras.
E a vida sempre esteve
perdida na escuridão.
Será que não sei amar?
Será que as cinzas de meu peito
nunca foram vermelhas uma só vez?
Será que na minha cabeça
memórias de um mundo feliz não estejam perdidas?
E que nas veias ressequidas um sangue
ainda fluiu?
Será que algum dia eu gritei?
Chorei lágrimas que foram capazes
de brotar a mais lida flor?
De poder sonhar sem sentir nenhum
receio do amanhã?
De poder ver um mundo de cores
diferente desta que me cerca aqui?

